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Os Maias podem até ter errado o dia do fim do mundo, mas sobre uma coisa eles estavam completamente certos: o cacau é precioso. A idolatria maia ao fruto era tamanha, que ele só podia ser utilizado em cerimônias religiosas, na forma de bebida. Não é à toa que o seu nome científico é Theobroma cacao, cujo significado é “alimento dos deuses”. Os europeus ficaram maravilhados com o tal fruto quando chegaram ao Novo Mundo, e logo deram pra se habituar ao líquido sagrado.

O crédito por descobrir o cacaueiro para o mundo europeu cabe ao conquistador do México – Hernando Cortez. Ele chegou ao México em 1519, supostamente com intenções pacíficas de desenvolver o comércio, e foi recebido com honras pelo Imperador Montezuma dos astecas. O Imperador era grande apreciador de uma bebida especial, que ele bebia em copos de ouro, sempre novos. A cada vez que esvaziava um copo, ele o jogava fora, para mostrar que valorizava mais a bebida que o ouro¹.

Como forma de agradecimento, Cortez optou pelo clássico de fofura: aprisionou o Imperador, conquistou o México para o rei da Espanha e levou o fruto para o país europeu, que manteve o monopólio do comércio do cacau por mais de 100 anos. Um doce.

Desse estágio até a barra de chocolate, mais 300 anos de cacau, água quente e especiarias se passaram – um desperdício de provisões, eu diria. Nesse ínterim, a Europa Ocidental se apaixonava pela bebida, criando Casas de Chocolate para competir com as já famosas Casas de Café. Mas foi apenas em 1847 que o chocolate saiu da xícara para chegar às prateleiras em forma de barra, produzidas pela companhia inglesa Fry & Sons.

Corta pro século XXI.

O caminho foi árduo, mas aqui estamos. Dos nibs de cacau ao chocolate inalável, hoje é possível apreciar a iguaria de todas as formas possíveis. Como forma de homenagear um dos ingredientes mais queridos do mundo, compartilho uma receita que leva chocolate duplo, na massa e na cobertura – pra ficar do jeitinho que o Imperador Montezuma gostaria.

Bolo de chocolate super-hiper-mega fofo

3 ovos
3/4 xícara de óleo
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar refinado
3/4 xícara de chocolate em pó
1/4 xícara de cacau em pó
1 xícara de água quente
1 colher (sopa) de fermento em pó

Cobertura

1 lata de leite condensado
3/4 caixinha de creme de leite
200g de chocolate meio amargo
Confeitos de chocolate belga

Modo de preparo:

Primeiro, pré-aqueça o forno a 180ºC. Peneire a farinha, o chocolate em pó e o cacau em pó, para que eles fiquem aerados e livres de bolinhas. Acrescente o açúcar aos secos. Agora vem o segredo da fofura desse bolo: coloque os ovos na batedeira e bata até que forme uma massa clara e fofa. Quando chegar neste ponto, acrescente o óleo em fio, pela borda da tigela. Esse procedimento irá ajudar a massa a crescer e a ficar musa, bem aerada e fofinha. Com toda a paciência que você desenvolveu na época da internet discada, junte os secos à mistura de ovos, intercalando com a água quente. Procure trabalhar o menos possível a massa, para que ela não perca suas borbulhas de amor bolhas de ar. Por fim, coloque o fermento. Derrame em uma forma retangular untada com manteiga, polvilhe chocolate em pó e leve ao forno por 30 minutos (ou até o palito sair limpinho).

Enquanto o bolo estiver assando, aproveite o tempo pra ver uma série no Netflix fazer o brigadeiro. Coloque o leite condensado e o chocolate picado dentro de uma panela. Em fogo alto, mexa bem com uma espátula até que o chocolate derreta. Baixe o fogo e continue mexendo, sem esquecer nenhum cantinho. Quando seu braço estiver doendo a massa desgrudar do fundo da panela, desligue e acrescente o creme de leite. Eu costumo furar o bolo com um garfo e jogar a cobertura ainda morna por cima, mas você pode deixar ela em um pote separado e servir individualmente. A ideia de colocar o brigadeiro num copinho de ágata não ficou um amor? O que sobrar, dá pra lamber comer de colher <3.

Dicas:

1. Não deixe de fazer o bolo se não tiver cacau em pó em casa: é só usar uma xícara de chocolate em pó em vez de 3/4;

2. Faça a sua cobertura preferida, não se prenda a esse brigadeiro maravilhoso (mentira, se prenda sim, ele é imbatível);

3. “Posso fazer o bolo sem batedeira?” Sim, mas daí precisa se garantir no muque;

4. Você pode untar com manteiga e farinha, mas seu bolo ficará feio branco nas bordas;

5. Para fazer o brigadeiro, dê preferência para panelas de fundo triplo ou de ferro esmaltado, pois elas distribuem melhor o calor e cozinham de forma mais homogênea;

6. Para saber se o brigadeiro está pronto, basta inclinar a panela. Se ele escorrer e deixar o fundo transparecer, está pronto. Não deixe ele mais tempo que isso, pois poderá embolotar e ficar puxa-puxa (há quem goste, sem julgamentos);

Fontes: ¹Chabad Revista Galileu

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