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O que falar sobre essa cidade que eu mal conheço, mas já considero pacas? É difícil até de organizar os pensamentos pra escrever sobre Paris, porque tudo surge em um emaranhado de lembranças, cheio de saudades (brega). Fiquei apenas uma semana por lá, mas foi o suficiente pra me apaixonar e querer voltar muitas vezes (sonha, Bárbara, porque isso é de graça). Consegui visitar quase todos os lugares que planejei (que mentira, ficaram faltando 457 pâtisseries, restaurantes, boulangeries e fromageries), e vou compartilhar com vocês minhas experiências favoritas (leia-se tudo). Vou dividir em uma série de posts, para vocês ficarem com gostinho de quero mais não dormirem durante a leitura. Bon voyage!

Pré-viagem

Pra começar, meses antes da viagem, fomos atrás de acomodação. Como os hotéis com preço pagável costumam ficar longe do centro e ter o tamanho de uma casa de bonecas (sem as facilidades de uma, como cozinha, móveis fofos e varanda rosa), resolvemos procurar um apartamento para alugar. Procuramos no site Airbnb, que tem tamanhos e valores pra todos os bolsos e necessidades. Alugamos um adorável estúdio no bairro Marais, com mini cozinha, mini quarto/sala e mini banheiro. Achei essencial ter cozinha, pois acabamos preparando vários lanches por ali – inclusive um almoço sensacional, que conto mais adiante. Apartamento bem localizado também é importante, pois pudemos fazer diversos passeios a pé mesmo, desbravando e desfrutando desse bairro super charmoso (dicas no próximo post). Quer saber? Poderia viver ali tranquilamente, só com o necessário: amor, geladeira cheia e um passaporte cheio de carimbos :)

As primeiras mordidas

Já começamos o primeiro dia bem: chegamos no apartamento, largamos as malas e saímos em uma missão de reconhecimento pelo bairro. Logo descobrimos um mercado, uma boulangerie e uma fruteira cheinha de frutas vermelhas, e já fizemos nossas primeiras compras.

Nossa primeira almojanta foi bem parisiense: baguete quentinha da padaria, queijo camembert, mix de folhas, manteiga e jambon sec au poivre. Não sei se foi a emoção do primeiro dia, mas esse foi o melhor pão que já comi na vida: casca super crocante e miolo que derrete na boca.

As idas ao mercado foram um evento a parte. Tem tanto produto diferente, que dá vontade de fazer a limpa nas prateleiras. Grande parte dos potinhos de iogurte, por exemplo, são de vidro, então imaginem uma pessoa enlouquecida tendo surtos de fofura (sim, eu trouxe potes vazios na mala, sou muito ecológica :P). O corredor dos condimentos também é uma lindeza só, esfregando na cara da sociedade dezenas de tipos de mostarda, azeite de oliva e temperos em potes um mais lindo que o outro. Foi difícil, mas com ajuda de muita terapia estou conseguindo superar tamanho amor. Agora olhem essa Nutella de 1kg e sintam o drama:

Nossos cafés da manhã consistiam em granola e frutas, pra poder enfiar o pé na jaca durante o dia. Comprei uma granola maravilhosa no mercado, que levava quadradinhos de chocolate meio amargo e avelãs. Ela durou mais de uma semana e fiquei com saudade quando terminou (RIP granola deliciosa). Pra complementar, colocava iogurte e frutas, dando preferência pras fotogênicas HEHE. Olhem que amor:

Uma dica  muito legal é sempre levar lanchinhos saudáveis nos passeios. Sempre tínhamos cenoura cortada em palito, ameixa seca, damasco seco e castanha do Pará. Vocês sabem que eu adoro uma gordice, mas achei super válido ter snacks não engordantes pra beliscar entre uma refeição e outra. Além disso, sempre saíamos com garrafinhas d’água.

Tour Alta Gastronomia

Como o principal objetivo da viagem era conhecer in loco a gastronomia francesa, compramos o Tour Alta Gastronomia Francesa. Durante 3h30, caminhamos pelos bairros Madeleine, Saint-Honoré e Palais Royal, fazendo paradas estratégicas nos lugares mais bacanas da região. Para vocês terem uma ideia, porque não quero estragar as surpresas do passeio, vou listar três preferidos:

1. Maison Prunier: Admito que havia medo nesse corpo quando a guia disse “caviar” – quase entrei em estado meditativo pra evitar fazer cara de nojo quando comesse. Já dentro da loja, fomos para uma câmara de maturação simulada, onde degustamos as famosas ovas de esturjão. Servido em uma colher de madrepérola, o caviar apresenta um sabor bem, digamos… marítimo. As bolinhas (eu e meus termos super técnicos) são extremamente macias, e o sabor de sal é predominante. A atendente nos explicou que as diferenças de um tipo de caviar para o outro consistem no tempo de maturação (de três a seis semanas) e na quantidade de sal. Para minha surpresa, gostei da experiência, e acredito que deve ficar uma delícia finalizando algum prato especial.

Na mesma câmara, ainda tivemos o prazer de provar o verdadeiro salmão defumado da Noruega. A textura é tão macia que chega a derreter na boca, é super untuoso e rico. Eu, que não sou fã de peixe cru, fiquei com vontade de comer mais. Acho que não tínhamos a cara da riqueza, porque a atendente nos deu de brinde um livrinho de receitas com caviar – ela percebeu que não ia rolar pagar 360 euros para 30g de beluga.

2. Pierre Oteiza: Minha parte favorita do passeio, pasmem, não foi uma pâtisserie. Se a pessoa não conhece, facilmente passa batido por essa lojinha especializada em produtos do País Basco francês. Com jeitinho de delicatessen do interior, oferece embutidos de porco, foie gras, magret, pato confitado, queijo de ovelha e temperos especiais – tudo da mais alta qualidade e por preços bem acessíveis. Duas sobrecoxas de pato confit, por exemplo, saíram por menos de 8 euros.

Degustamos diversos produtos da loja e fizemos algumas comprinhas pra posteridade: as sobrecoxas de pato, algumas fatias de foie gras, pimenta espelette, chutney de cebola e geleia de pimenta. Alguns dias depois, esses ingredientes se transformaram em uma das melhores refeições da viagem:

Temperamos a carne com sal rosa e pimenta espelette e deixamos grelhar por cerca de 5 minutos de cada lado. Como já tem bastante gordura do próprio pato, não precisa adicionar mais. Depois de pronto, foi só montar a mesa com as geleias, foie gras, queijos chèvre e camembert, saladinha de folhas e pão fresco da boulangerie. A pele do pato estava tão crocante, que eu tinha vontade de comer só aquilo mesmo, sem parar. Inesquecível – e, o melhor, feito por nós.

3. Maison Maille: Como boa apreciadora de mostarda, fiquei fascinada com a loja da Maille. As paredes são repletas de potes, com todas as criações da casa. Fizemos uma degustação com sabores especiais, como a saborosa mostarda com mel e vinagre balsâmico de Modena, a de chorar num cantinho super forte mostarda Chablis com trufa negra e a exótica mostarda de cassis. Um dos diferenciais mais legais da loja é a moutard à la pompe, cinco sabores servidos diretamente do barril. Como é difícil de encontrar no Brasil sabores que fujam do comum, compramos a nossa preferida da degustação, a Moutarde au miel et au vinaigre balsamique de Modène (em francês porque é mais phyno) e um kit com cinco pequeninas (au noix, bleu, l’ancienne au vin blanc de Chardonnay, basilic e cassis de Dijon). Por mim, eu traria uns 20 sabores, mas o preço é bem salgado. Ah, também trouxemos colheres de degustação, que são uma graça.

O resultado final desse dia super divertido e gourmet, além de conhecimento gastronômico e aumento exponencial do amor por Paris, foram comprinhas maravilhosas, que sempre nos recordarão desse dia:

Agora eu quero saber a opinião de vocês! Gostaram das dicas? Já conheciam esses lugares?

Nos próximos posts:

7 dicas de passeios gastronômicos e culturais pelo bairro Marais;

6 passeios turísticos imperdíveis + dicas gastronômicas;

17 Responses to #omncpelomundo: Primeiras mordidas em Paris

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