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O Bairro Marais é mágico. Como eu comentei no post anterior, eu poderia viver ali pra sempre, desfrutando de todas as coisas lindas que ele tem para oferecer. Caso você não se hospede por ali, eu sugiro que tire um dia inteiro para explorar as redondezas, experimentar as comidas deliciosas, aproveitar os parques e conhecer os programas culturais. Nesse post, eu dou 7 dicas imperdíveis, que necessitam apenas de poucos euros, uma barriga bem vazia e disposição pra caminhar alguns quilômetros. Bem vindo ao Marais e bom passeio!

1. Place des Vosges

Logo no nosso primeiro dia, fomos dar aquele passeio de reconhecimento que comentei no post anterior. Caminhando pela Rue St. Antoine, um lindo pórtico chamou nossa atenção – e, curiosas como somos, fomos logo entrando. Surpreendentemente, nos deparamos com isso:

O Centre des Monuments Nationaux é quase um oásis no meio da cidade. O som dos passarinhos era tão forte, que me senti no filme da Cinderela hehe. Seguimos o fluxo e saímos pela porta à direita, onde nos deparamos com a lindíssima Place des Vosges. No pouco tempo que fiquei na França, aprendi que os parisienses valorizam e apreciam muito passar o tempo de folga ao ar livre, aproveitando cada raiozinho de sol. Dezenas de pessoas se esparramavam pelos jardins, entre garrafas de vinho e embalagens de queijo, deitadas preguiçosamente sobre a grama. Imediatamente, fiz uma nota mental: “usufruir melhor dos parques e não ficar enfurnada dentro de casa quando voltar ao Brasil”. Atenção: a foto abaixo contém uma mãe:

É interessante dar uma volta completa ao redor da praça, contemplando as lojinhas e a arquitetura imponente. No número 15 da Place des Vosges, encontramos a Dammann Frères, uma tradicional casa de chás parisiense, que está em funcionamento desde 1692. O aroma da loja é indescritível, um blend perfeito entre todos as variedades disponíveis na casa. Meu preferido é o Bali, um chá verde com jasmin, pétalas de flores, lichia, grapefruit, pêssego e rosas. A decoração fica por conta das centenas de latas pretas que se espalham pelas paredes, além de pequenas ilhas, onde é possível sentir o aroma de cada chá.

Ainda na Place, no número 6, está localizada a Maison de Victor Hugo. Infelizmente, estava fechada para reformas quando visitamos, mas tinha reabertura prevista para esse mês.

2. Amorino (1 Rue des Francs Bourgeois)

Bem próxima à Place des Vosges, é bem provável enxergar uma fila considerável, que se espalha pela calçada. O motivo de tanta comoção é a Amorino, sorveteria francesa que produz o tradicional gelato italiano desde 2002. O atrativo principal, no entanto, não fica por conta do sorvete em si (que, aliás, é uma delícia), mas sim pelo seu formato não convencional. Para loucura dos clientes e infelicidade profunda das atendentes, cada casquinha se revela uma flor, feita pétala por pétala com os sabores desejados. A minha escolha foi amarena, framboesa e nutella – infalível.

3. Musée Picasso (5 Rue de Thorigny)

Não sou fã do Picasso, e muito menos entendedora de arte, mas vale a pena visitar o Museu que leva seu nome. Situado em uma mansão do século XVII, em uma simpática ruela do Marais, é o único museu do mundo a incluir todas as fases do processo criativo: pintura, escultura, gravuras e ilustrações, além de um registro preciso de esboços, estudos, desenhos, blocos de anotações, fotografias, filmes e documentos. O último andar conta com uma exposição de quadros que pertenciam ao Picasso, abrangendo obras de Renoir, Cézanne, Matisse, entre outros. Eu, que conhecia apenas sua fase cubista, fiquei surpresa com o estilo neoclássico presente em algumas obras, como essa em que retrata seu filho Paul vestido de arlequim:

Compramos os nossos ingressos com hora marcada no dia anterior pelo site e apresentamos os tickets no celular mesmo – super prático, além de garantir a entrada e quase não precisar esperar na fila. Para quem quiser dar uma espiada nas obras expostas no museu, é só clicar aqui. O Museu abre de segunda a sexta, das 11h30 às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h. O valor do ingresso é 11€.

4. Breizh Café (111 Rue Vieille du Temple)

Não poderíamos sair de Paris sem fazer uma visita à mais tradicional crêperie francesa, o Breizh Café. Chegamos cerca de 19h, então logo conseguimos lugar para sentar, mas é recomendado que se faça reserva nos horários de pico. Eu pedi o Malouine, harmonização perfeita entre pêra, chocolate noir, amêndoas caramelizadas e sorvete de vanilla. Minha mãe pediu uma galette, versão salgada do crêpe, coroada com um perfeito oeuf sur le plat (ou, em bom português, ovo frito). Pra resumir em uma palavra: memorável. Caso você escolha apenas um restaurante para conhecer em Paris, eu sugiro o Breizh – além de delicioso, é acessível, cerca de 20€ por pessoa.

Ah, se você é como eu e adora um souvenir gastronômico, não deixe de ir na lojinha anexa ao restaurante, a L’Épicerie. Comprei balinhas de caramelo salgado (as melhores que já comi na vida, estou economizando pra alegria durar mais tempo) e o livro de receitas do Breizh, escrito pelo chef bretão Bertrand Larcher.

5. L’As du Fallafel (32-34 Rue des Rosiers)

Mais de uma pessoa nos sugeriu o passeio pela Rue des Rosiers, que implica, necessariamente, em experimentar o tradicional pão pita recheado com falafel, berinjela, nabo e homus. Existem outras duas casas que vendem o sanduíche, mas o L’As du Fallafel é considerado o melhor de Paris – dizem, inclusive, que é o preferido do Lenny Kravitz (e quem sou eu pra discutir com ele? hehe). Não pense que você vai sair impune comendo: ele escorre pelos braços, suja toda a região da boca (queixo e nariz não ficam de fora), deixa os dedos melecados. E, mesmo assim, você vai amar ele como um filho (ou como vários, porque vêm muitos falafels deliciosos dentro, os melhores da vida). Toda essa maravilhosidade por 6€.

Rever essa foto me deixou emotiva e com fome, então vamos adiante.

6. L’éclair de Génie (14 rue Pavée)

Paris nunca decepciona com seus doces, tudo o que eu comi era excepcional: além do apelo visual, sabor sempre impecável. E as éclairs do chef celebridade e apresentador do programa Qui sera le prochain Grand Pâtissier, Christophe Adam, não ficam de fora. Como elas têm um preço bem salgado (a que eu escolhi custava 7€) e eu sou ridiculamente mão de vaca, experimentei apenas a Fraise des Bois, que leva morango do bosque e creme de mascarpone. O que eu posso dizer é: que momento. Leve, macia e equilibrada – mistura perfeita entre doce e cítrico, com um toque de ouro porque aqui o negócio é phynno.

Concluindo: voltarei (olha a pessoa tri sonhadora).

7. Musée Carnavalet (16 rue des Francs-Bourgeois)

Encontramos o museu totalmente sem querer e por pura cara de pau mesmo. Foi aquela mesma história lá do início do post: “Olha, que prédio bonito, vamos ver o que tem aqui dentro”. Acabou que era o museu da história de Paris, situado em um antigo hotel do século XVI. Como chegamos faltando menos de uma hora para o fechamento, não conseguimos ver tudo, mas a espiadinha rendeu bastante. Têm móveis antigos (minha parte preferida), arqueologia, coleção medieval, reproduções em miniatura de diversos monumentos e construções da cidade (sim, morri de fofura), objetos de arte (cerâmicas, prataria, vestuário), tudo o que abrange a história da cidade luz. A entrada é gratuita, então não tem desculpa pra não dar uma passada por ali, nem que seja pra admirar os lindos jardins da casa.

Quer fazer o passeio completo? É só seguir o mapa que eu preparei pra vocês e ser feliz – muito feliz :)

6 Responses to #omncpelomundo: 7 dicas de passeios culturais e gastronômicos pelo bairro Marais em Paris

  • Suzana says:

    Delícia de passeio. Amei cada detalhe, Bárbara! Nas duas vezes que fui, o museu Picasso estava em reforma. Fomos no Pompidou, que tem uma vista incrível de Paris. Foste também? Beijos

    • Bárbara says:

      Oun, que bom que gostou, Su! Pois é, o museu ficou mais de cinco anos fechado pra reforma, tive sorte! :D Não consegui ir no Pompidou e em tantas outras coisas que queria… sete dias passam voando :( hehe. Vai ter que ficar pra próxima! Beijos, querida!

    • Bárbara says:

      Foi mesmo, Aline! Ainda estou com saudades de Paris <3 hehe. Espero poder voltar o mais breve possível (sonhar é de graça hehe). Um beijo!

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